O tubo de queda, também chamado prumada ou coluna, é a tubagem vertical que atravessa o edifício e recolhe os esgotos de todas as frações. Quando entope, o problema deixa de ser de um apartamento e passa a ser do prédio inteiro. É por isso que estas situações costumam gerar tanta confusão entre vizinhos.
Como saber se o entupimento é na prumada e não na sua casa
Se apenas um ralo escoa mal, o mais provável é tratar-se de uma obstrução local. O sinal de alerta para a prumada é outro: vários pontos de água a falhar ao mesmo tempo, e sobretudo nos pisos inferiores.
- Água a subir pelo ralo do duche ou da base de banheira nos andares mais baixos
- Gorgolejos na sanita quando alguém dos andares de cima faz uma descarga
- Vários vizinhos com escoamento lento no mesmo alinhamento vertical
- Cheiro persistente a esgoto nas partes comuns ou na garagem
O que fazer de imediato
A primeira medida é reduzir ao máximo o uso de água no alinhamento afetado, incluindo máquinas de lavar. Cada descarga acrescenta volume a uma coluna que já não escoa e agrava o risco de transbordo nos andares inferiores, que são sempre os mais penalizados.
Dica: Evite deitar produtos químicos desentupidores numa prumada. Além de raramente resolverem obstruções desta dimensão, o produto acumula-se na coluna e representa um risco para quem tiver de intervir depois.
Como é feito o desentupimento de um tubo de queda
A intervenção começa pela identificação do ponto de acesso mais adequado, que pode ser uma caixa de visita, o terraço ou uma boca de limpeza. A partir daí, utiliza-se equipamento de alta pressão ou fresagem mecânica para remover a obstrução em toda a extensão da coluna. Quando a causa não é evidente, a inspeção por câmara mostra o estado interior da tubagem e revela se existe uma fissura, um encaixe deslocado ou acumulação de calcário.
De quem é a responsabilidade: fração ou condomínio
Em regra, a tubagem que serve exclusivamente uma fração é responsabilidade do proprietário dessa fração. A prumada, por servir várias frações, é considerada parte comum e a sua manutenção e reparação cabem ao condomínio. Na prática, a fronteira nem sempre é óbvia, e é exatamente por isso que o diagnóstico técnico é importante: determina onde está a obstrução e, com isso, a quem cabe suportar o custo.
A recomendação é simples: antes de discutir contas, apure onde está o problema. Um relatório de inspeção evita meses de discussão em assembleia e protege quem tem razão.
Prevenção que compensa
Prédios com prumadas antigas beneficiam de limpeza periódica das colunas, tipicamente a cada dois ou três anos consoante a utilização. É uma despesa programada e previsível, muito abaixo do custo de uma emergência com inundação de frações e danos em pavimentos e tetos.

